banner_santaluziaA Comunidade de Santa Luzia está localizada no bairro da Torre, região político administrativa 4 do Recife. A Torre é um dos mais antigos e tradicionais bairros do Recife, com suas primeiras ocupações no final do século XVI.

A comunidade possui três perfis arquitetônicos diferentes: conjunto de moradias em alvenaria num estilo de vila; conjuntos de prédios populares no estilo caixão; e um conjunto de casas pouco estruturadas de madeira ou palafitas à margem do canal que corta a comunidade e deságua no Rio Capibaribe. Independente da possibilidade arquitetônica, as casas possuem serviço de água potável encanada e energia elétrica, mesmo que de forma ilegal.

Por estar dentro de um dos bairros mais ricos da cidade, a comunidade de Santa Luzia se beneficia de vasta possibilidade de transporte público, área de lazer, praças, quadras poliesportivas, campos de futebol, pistas de corrida, academia e serviço de bicicleta pública, escolas, creche, postos de saúde, hospital de referência, postos policiais, shopping e supermercados de grande porte.

Porém, mesmo com todos os serviços citados, as desigualdades sociais são evidentes. Observa-se lixo por toda a parte, mesmo com a coleta regular, a iluminação pública é precária e o esgoto sanitário é despejada sem tratamento no Rio Capibaribe. Apesar de contar com a estrutura dos postos de saúde e um suporte para atendimento de clínica médica e acompanhamento terapêutico pela paróquia da Torre, os serviços de saúde não conseguem atender às demandas da comunidade de forma satisfatória.

Contudo, o fator de maior impacto negativo é a violência que conta com o poder de milícia e um elevado número de pessoas envolvido com o tráfico de drogas, tendo como fator resultante a notificação da comunidade como maior área de risco da região metropolitana, apesar de monitorada pelas polícias militar e civil com ações previstas no programa pacto pela vida.

Endereço da Sede comunitária do Grupo AdoleScER na comunidade de Santa Luzia:
Rua Barra do Riachão, 14 Santa Luzia – Torre

 

Fotos do AMIN formado, Vitor Ângelo, durante o Projeto Fotocomunicação nas Comunidades.